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NOSSO OBJETIVO É O DE REPORTAR NOTÍCIAS DO CAMPO UFOLÓGICO ENTRE OUTROS ASPECTOS PERTINENTES AO MOVIMENTO MUNDIAL E UNIVERSAL.
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domingo, 13 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
PARA UNS É UFO, PARA ASTRONAUTAS, É ROTINA. LINDO, MAS ROTINA...
Como bem colocou o xkcd, a maior prova da inexistência de discos voadores, pé-grande, fantasmas e monstros em geral é que mesmo com boa parte da humanidade carregando câmeras para todo lado, os avistamentos não explodiram, a não ser que você leve em conta casos constrangedores como o Ator que Desconhecia Nuvens (o mais triste é que a “astrônoma” se espantou com o vídeo, já o ufólogo consultado descartou, identificando corretamente como nuvens ou trilhas de condensação).
Todos os relatos espetaculares, com ou sem sonda anal não se traduzem em vídeos ou fotos.
Houve, realmente, um aumento na quantidade de vídeos sobre Ufos, mas também apareceram mais vídeos sobre gatos, não quer dizer que haja uma epidemia felina, por mais que a Internet diga o contrário.
Houve, realmente, um aumento na quantidade de vídeos sobre Ufos, mas também apareceram mais vídeos sobre gatos, não quer dizer que haja uma epidemia felina, por mais que a Internet diga o contrário.
Os vídeos que apareceram em geral são bobagem, como o avião passando em um vídeo de timelapse que os gênios do G1 acharam ser disco voador. Ou, este vídeo feito nas Ilhas Maurício, de uma difusa bola de luz flutuando no espaço:
A bola da vez é culpa do Elon Musk, mas ele não está (acho) construindo naves alienígenas, o que foi visualizado não passou de uma esfera de combustível ejetado do segundo estágio de um foguete Falcon 9.
A manobra é comum, depois de cumprir sua missão os foguetes ejetam o combustível remanescente nos tanques, para evitar que explodam durante a reentrada, aumentando a área de destroços e com isso a chance de acertar alguém.
Ontem uma manobra dessas foi vista de camarote. Luca Parmitano, astronauta italiano na ISS fotografou um míssil russo sendo lançado:
Não, o míssil não está sendo pilotado por um homem que se
recusa a pedir direções, é só uma lembrança de que a atmosfera é algo bem mais
complicado do que uma camada de chocolate em um bolo. Luca deu sorte de estar
na cúpula na hora certa, olhando pro lugar correto. Também deu sorte de não
estarmos mais na Guerra Fria, ou precisaria de outro par de calças espaciais,
se possível o marrom.
O espetáculo continuou, e mais adiante ele fotografou o
míssil ejetando combustível e/ou se desintegrando. A imagem é linda:
É o mesmo fenômeno que o pessoal filmou de terra, um belo e
caro show de fogos de artifício, que infelizmente será sequestrado por ufeiros
e usado como “prova” de conspirações governamentais.
É uma pena. O que seria um marco luminoso do empreendedorismo
humano se torna mais uma imagem borrada granulada photoshopada de gente que
acredita que não somos capazes nem de empilhar pedras sozinhos, e precisamos de
babás alienígenas para tudo.
Créditos: Carlos Cardoso
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
METEOROIDE SOFREU IMPACTOS MAIORES NO ESPAÇO ANTES DE EXPLODIR NA RÚSSIA...
O meteoroide que explodiu sobre o céu da Rússia, ferindo
mais de mil pessoas, sofreu intensas colisões no espaço antes de atingir a
região de Tchelyabinsk, mostra novo estudo de análises dos fragmentos colhidos
em fevereiro passado.
O estudo do Instituto de Geologia e Mineralogia de
Novosibirsk, da Rússia, tinha revelado anteriormente que a rocha sofreu um
"processo de fusão intensa" antes de cair na Terra, mas o grupo não
soube precisar se era devido à trajetória próxima ao Sol ou por conta de um
choque com outro corpo celeste, como um asteroide ou até um planeta.
Agora, o físico Tomas Kohout, da Universidade de Helnsink,
na Finlândia, afirma que a coloração dos fragmentos aponta não só a fusão da
rocha, mas também que ela sofreu impactos cósmicos, inclusive mais fortes do
que o choque na entrada da atmosfera terrestre - dados da rede mundial de
infrassom, que monitora teste de armas nucleares, mostraram que o evento
liberou centenas de kilotons de energia.
Enquanto algumas rochas apresentam um brilho mais
acizentado, sinal de que sofreu poucas ou leves batidas na sua trajetória
cósmica, outras contêm traços de violentos impactos e fusão, chegando a ficar
bastante escurecidas. Isso ocorre, segundo Kohout, porque o ferro fundido
preencheu as pequenas fissuras dentro dos grãos de minerais de silicato,
deixando-os mais escuros.
Os pedaços pretos do meteorito são, portanto, resultado da
"carga de alta pressão suficiente para esmagar completamente os grãos
minerais e derreter o material metálico", anunciou o especialista durante
a conferência anual da Divisão da Sociedade Astronômica Americana para Ciências
Planetárias, realizada em Denver, no Colorado, nesta semana.
"O espectro e a composição [das rochas] são mascarados
por antigas colisões espaciais. Existem muitos asteroides escuros com espectros
insignificantes em nosso Sistema Solar. Algumas pessoas podem achar que eles
são feitos de rochas ricas em carbono e matéria orgânica, mas o estudo mostra
que eles podem resultar de uma pancada que aquece e escurece os condritos,
semelhantes aos do meteoro russo."
O meteorito que caiu nos Montes Urais é composto, em sua
maior parte, de mineral de silicatos, como olivina e ortopiroxênio - assim como
a maioria dos corpos celestes que atingem a Terra -, sulfureto de ferro, níquel
e, em menor medida, cromo, clinopiroxênio e plagioclásio.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
FAMÍLIA MINEIRA GARANTE QUE FOI ABDUZIDA: “VI TRÊS NA PORTA DO MEU QUARTO”...
Durante regressão, João Caiana diz que recordou cortes e cirurgia na filha...
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| VÍDEO |
Você acredita em extraterrestre? O Mais Você esquentou a
discussão: existe vida fora da Terra?
Seu João Caiana garante que sim. Ele é eletricista e casado com a dona
Rosa, professora. Eles vivem em Iturama, interior de Minas Gerais, e garantem
que já foram abduzidos por extraterrestres. “A gente vinha da fazenda e logo
que saí, parei numa porteira e vi uma claridade. No que eu olhei, ele já estava
assim, após as árvores, bem em cima. Trocou a temperatura, de calor intenso eu
passei a ter frio, muito frio”, relatou ele.
Segundo João, ele estava com dona Rosa, à filha, a neta e
uma amiga da família quando foram abduzidos. Ninguém se lembra de nada do que
aconteceu durante os 50 minutos em que ficaram sequestrados. Para descobrir o
que aconteceu, todos passaram por regressão com especialistas. “Na regressão
consta uma cirurgia na cabeça da minha filha, uma coleta de sangue na perna
esquerda da minha mulher. A minha neta foi furada perto da coluna e no pezinho
e em mim foi feito um corte do lado direito do corpo e um outro na cabeça.
Essa não foi à única visita que João recebeu dos
extraterrestres. Segundo o eletricista, eles também estiveram em sua casa.
“Logo depois de uns tempos, eu vi três na porta do meu quarto. São os três que
estiveram com a gente, que é uma raça. Eu ainda queria morrer de medo porque o
meu negócio é proteger a família”.
Opinião de especialista
O ufólogo Ademar José Gevaerd, que há 40 anos estuda o
assunto, alertou que muitos casos de abdução acontecem em várias partes do
mundo. “Pode acontecer em qualquer lugar, há relatos de pessoas que foram
abduzidas em casa, no meio da rua. Não é recente. A cada dez pessoas que passam
por isso, nove não se lembram de nada.” Além dos depoimentos, são muitas as
fotografias que registram supostos Óvnis e Ademar analisa algumas. “Quando você
sabe a diferença entre as imagens fraudadas e as verdadeiras, você identifica
imediatamente”, explicou.
Fonte: Mais Você
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
RÚSSIA ADMITE NÃO ESTAR PREPARADA PARA CONTRA-ATACAR INVASÃO ALIENÍGENA...
Ataque de Ets é o maior medo da população russa...
Um funcionário do setor de defesa
espacial da Rússia admitiu na quarta-feira, 2/10, que o país não teria condições
de responder satisfatoriamente a um possível ataque de alienígenas contra a
Terra. Questionado por um repórter, Sergei Berezhnoy, do Centro Titov de
Controle do Espaço, disse que as autoridades responsáveis pela área não foram
preparadas para lidar com tal eventualidade porque já existem problemas
suficientes para se preocuparem no planeta e nas zonas imediatamente acima da
atmosfera.
Seja como for, as potências
espaciais do planeta estão limitadas no seu raio de ação extraterrestre. Sob os
termos do Tratado do Espaço Exterior de 1976, do qual a Rússia é signatária,
nenhum país está autorizado a colocar armas de destruição em massa em órbita,
sendo permitidas apenas as convencionais.
Numa pesquisa divulgada em julho
pelo centro de opinião pública VTSIOM, a possibilidade de uma invasão
alienígena ficou em primeiro lugar na lista dos maiores medos da população
russa, à frente da degradação ambiental, das catástrofes naturais, do
esgotamento das reservas de petróleo e gás, da extinção da população devido às
baixas taxas de natalidade e dos atentados terroristas.
ÓVNIS ARGENTINOS TENTAM SAIR DO ANONIMATO...
Nerea González. Buenos Aires, 4 out (EFE).
A Prefeitura da cidade argentina de Rosário foi palco
recentemente de um fórum no qual não se debateram leis nem orçamentos: os óvnis
protagonizaram uma audiência pública com o objetivo de abrir caminho para que
estes fenômenos de ficção científica sejam matéria de ciência real.
Para que os objetos de natureza desconhecida que o céu
argentino esconde possam ser investigados é necessário, primeiro, que a
informação que as autoridades possuem sobre eles seja desclassificada e posta à
disposição de todos os cidadãos.
A Comissão de Estudos do Fenômeno Óvni da República
Argentina (Cefora), que patrocinou o debate em Rosário (província de Santa Fé),
reivindica desde sua criação no ano de 2009 a desclassificação dos relatórios
aeroespaciais em virtude do direito à informação que todos os cidadãos têm.
"O que queremos é estudar os fenômenos aéreos anormais, não queremos nos
circunscrever ao que as pessoas normalmente chamam de óvnis e relaciona com
naves e vida extraterrestre", especificou em declarações à Agência Efe
Raúl Avellaneda, membro fundador da Cefora.
Esta comissão quer reunir forças com o público para
"conseguir entre toda a desclassificação dos arquivos óvni que estão em
poder das organizações governamentais", explicou Avellaneda.
A de Rosário
é a primeira audiência deste tipo realizada na Argentina, e nela houve espaço
para os especialistas e pesquisadores, mas, sobretudo para a participação do
cidadão comum.
"O que estamos pedindo é a desclassificação de todos os
fenômenos anômalos. Todos temos a necessidade de saber o que é que está
violando nosso espaço aéreo", disse o membro da Cefora.
"É importante,
sobretudo porque os cidadãos precisam conhecer a verdade, não o fenômeno óvni
em si, nem se trata de algo que justifique uma atividade extraterrestre",
acrescentou Avellaneda.
Há mais de 20 de países no mundo todo que já apostaram na
desclassificação deste tipo de arquivos. Entre eles o Brasil, mas também
Estados Unidos, Espanha e França estão na lista de países que divulgaram
informação sobre este tipo de casos.
Em outros como Chile e Uruguai existem inclusive comissões
específicas que estudam estes fenômenos, por isso que a Cefora tenta fazer com
que a Argentina "não fique atrás".
A meta final da associação consiste
em reunir um total de 100 mil assinaturas e o aval de um congressista para
poder apresentar um projeto de declaração na Câmara dos Deputados argentina.
A organização planeja apresentar já em 2014 aos membros da
Legislatura dois relatórios com fenômenos e testemunhos analisados por
especialistas.
Por enquanto, em Rosário, cidade que declarou esta atividade
de interesse municipal, fez-se uma apresentação de casos e se divulgou o
trabalho da Comissão de Estudos do Fenômeno Óvni no fórum em questão.
Fatos anômalos desconhecidos foram expostos neste debate e,
além disso, se apresentou documentação inédita de casos considerados
"emblemáticos".
Avellaneda destacou como exemplo uma foto de um óvni do ano
de 1963, capturada por um membro das Forças Aéreas argentinas na província de
Córdoba.
Também se estudou um relatório da Gendarmaria que é o
primeiro expediente desclassificado sobre um acontecimento anômalo ocorrido nos
anos 70 sobre o céu de Campo de Mayo, na província de Buenos Aires.
Os óvnis argentinos vão continuar sendo, por enquanto, mais
material de ficção científica para boa parte da opinião pública, embora talvez
em Rosário tenha se iniciado o caminho para conseguir que os mitos e
preconceitos abram passagem para o estudo baseado em fatos e dados. EFE ngp/ma.
Fonte: R7
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
BOLA DE FOGO CRUZA O CÉU DE INDIANA, EUA...
Centenas de residentes do Indiana, e mesmo dos estados vizinhos, ligaram para o número de emergência na madrugada do último domingo, surpreendidos com uma enorme bola de luz que apareceu por segundos no céu por antes da 1hr da manhã.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano, o fenômeno deverá tratar-se da queda de um meteorito. Este é já o 14º avistamento do gênero só este ano.
domingo, 22 de setembro de 2013
FASTWALKERS DOCUMENTÁRIO - A PROVA DE QUE ELES ESTÃO ENTRE NÓS...
Fastwalker é um dos documentários mais consagrados dos últimos tempos.
Contem um conteúdo muito interessante, onde pretende constatar a presença alienígena na Terra.
Este vídeo recebeu premiações em vários países, dentro e fora dos meios ufológicos.
Este vídeo recebeu premiações em vários países, dentro e fora dos meios ufológicos.
Nos EUA, foi vencedor do Festival Anual de Vídeos Sobre Ufos, realizado durante o Congresso Mundial de Ufologia, após ser julgado pelos mais ativos pesquisadores da atualidade.
Com apresentação dos mais variados casos ufológicos, alternando com análises feitas por experts de várias nações.
Este vídeo procura ir além das produções normais onde apresenta detalhes sobre um intenso movimento alienígena na Terra.
Fastwalker tenta demonstrar uma prova definitiva de que aliens convivem entre nós e que visitantes de outros mundos já se movimentam na Terra há milênios.
Dados deste documentário demostram que estamos em uma fase avançada de um total desacobertamento ufológico, nações envolvidas com a política de sigilo referente aos movimentos alienígenas em nosso planeta já estão se conscientizando da iminência de um contato de primeiro grau com outras espécies, mas mesmo assim ainda tentam impedir a todo custo que a humanidade saiba desta realidade.
Fastwalker é também uma fonte incomparável filmagens de Óvnis sobrevoando sobre grandes cidades no mundo, e aparentemente aqueles que estão monitorando estes aparelhos já não estão se incomodando em serem vistos.
Isto deixa patente que povos alienígenas estão preparando nosso mundo para um possível grande evento que em muito breve acontecerá.
Isto deixa patente que povos alienígenas estão preparando nosso mundo para um possível grande evento que em muito breve acontecerá.
Aqui personalidades da Ufologia Mundial são entrevistadas onde falam abertamente sobre ETs em nosso planeta, tais como Jim Marrs, Robert Dean, Richard Boylan, Jaime Maussán, Richard Dolan, Steven Greer, Steve Bassett, Michael Salla e Len Horowitz. Veja também declarações do monsenhor Corrado Balducci, exorcista da Igreja católica que foi autorizado pelo papa João Paulo II em também apresentar suas considerações ao referido assunto.
Fonte: AscensaoDoSerHumano
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
EXISTIRÁ MESMO UM ÓVNI OU “VIMANA” COM 5000 ANOS DE IDADE INCRUSTRADO NAS CAVERNAS DO AFEGANISTÃO???
George Noory da radio esotérica Coast to Coast AM entrevista Steven Quayle sobre rumores de um Vimana, maquina voadora da India védica achado no Afeganistão...
Fonte: Chico Penteado
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A LUA COMO VOCÊ NUNCA VIU...
Se a animação abaixo lhe parecer estranha, não se preocupe - você não está imaginando coisas.
Embora a Lua gire sobre seu eixo uma vez que orbita a Terra, você nunca a viu girar assim.
A Lua está presa a Terra, sempre escondendo um de seus lados.
Devido a um fenômeno conhecido como libração, é possível detectar tanto quanto 59% da superfície do satélite.
Mas os 41% restantes - o chamado "lado escuro da lua" foi durante muitos anos um grande mistério para nós.
Mas este vídeo, criado a partir de imagens enviadas pela sonda da NASA Lunar Reconnaissance Orbiter, oferece-nos uma visão totalmente diferente da Lua, trazendo seu enigmático lado escuro.
OBS: Este vídeo resume em apenas 24 segundos 1 mês de observações.
Créditos: Apod.Nasa
Fonte: io9
terça-feira, 17 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
MISTÉRIO: "CÃES MORREM APÓS LUZ APARECER NO CÉU", DIZEM MORADORES DE PERUÍBE (SP)...
A repórter Lorena Coutinho foi até a cidade do litoral de São Paulo conferir essa história de perto. O mistério assusta os moradores. Eles afirmam que logo após a aparição desta luz no céu, os cachorros morrem sem deixar nenhum vestígio. Acompanhe!
Créditos: R7.COM
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
BOLA DE FOGO 15 VEZES MAIS BRILHANTE QUE VÊNUS É VISTA NOS CÉUS DOS EUA...
Fragmento estava a uma velocidade de 122 mil km/h, desintegrou-se 3 segundos após o choque com a atmosfera...
Na última segunda-feira (9/9), às 20h18 (horário local), um detrito de cometa do tamanho de uma bola de beisebol (entre 23 e 25 centímetros) chocou-se com a atmosfera acima do Alabama, nos EUA...
Já é sabido que fragmentos espaciais entram na atmosfera
terrestre a todo momento, mas é sempre um evento observar seus efeitos. Na
segunda-feira (9), às 20h18 (horário local), um detrito de cometa do tamanho de
uma bola de beisebol (entre 23 e 25 centímetros) chocou-se com a atmosfera
acima do Alabama, Estado dos EUA, produzindo uma luz 15 vezes mais brilhante do
que o planeta Vênus.
O pequeno fragmento, que estava a uma velocidade de 122 mil
quilômetros por hora, desintegrou-se 3 segundos após o choque, a 40 km de
altitude na cidade de Woodstock, produzindo um flash de luz que rivalizou com a
Lua crescente. Além disso, devido a sua
velocidade, ele penetrou profundamente na atmosfera da Terra, o que gerou
fortes sons de explosão, que foram ouvidos por testemunhas oculares.
O objeto foi visto por cinco câmeras da Nasa (Agência
Espacial Norte-Americana. A órbita do meteoroide se estende muito além de
Júpiter e é semelhante à órbita de cometas.
Bolas de fogo são meteoros mais brilhantes que o planeta
Vênus.
Fonte: Tribuna Hoje
A TERRA VAI SOFRER ARMAGEDOM SOLAR...
Nos próximos tempos, a Terra estará sujeita a uma forte ação da radiação solar. Prova-o o aparecimento, na superfície do astro-mor do nosso sistema, de um grande número de manchas, em cujos locais de formação se verificam as emanações do plasma solar.
Os cientistas
afirmam que as numerosas falhas de funcionamento dos satélites artificiais da
Terra acompanharão inevitavelmente o período de elevada atividade solar agora
atravessado por nosso planeta.
Além disto, as
protuberâncias no Sol provocam oscilações do campo magnético da Terra, sentidas
por muitos de seus habitantes, o que leva com frequência ao agravamento de
doenças crônicas e perturbações psíquicas.
Fonte: Voz daRússia
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
ASTRÔNOMO AMADOR ENTREVISTADO POR UM JORNAL LOCAL RESPONDE VÁRIAS QUESTÕES REFERENTE AO ESPAÇO E O QUE TEM VISTO DURANTE TODOS ESTES ANOS QUE TEM DEDICADO SEU TEMPO Á ASTRONOMIA...
Pedro Ré, de nacionalidade Portuguesa é um Professor universitário,
biólogo, amante de mergulho e de fotografia, presidente da Associação
Portuguesa de Astrônomos Amadores e tem uma ligação de décadas ao astrônomo
amador cujo observatório astronômico encontra-se instalado na sua própria casa em
Santarém - Ribatejo – Portugal. Onde garante que este é um palco privilegiado
para se observar o céu e lamenta que se gaste tanto dinheiro iluminando o céu
quando o que precisa ser iluminado é o chão que pisamos.
É ateu, graças aos padres, pontual por causa da frequência
de um colégio inglês durante a infância e considera-se uma pessoa...
“estupidamente organizada”.
ENTREVISTA
O que é que procura no céu?
A minha motivação é a fotografia. No sol está sempre tudo a
mudar enquanto numa galáxia raramente vemos modificações a não ser que tenha
explodido uma estrela, que explodiu muitas vezes antes de existir Homem na
terra e só agora chega cá a luz. É essa janela no tempo que me interessa ver.
Gosto de registar o sol, a lua, planetas, galáxias, supernovas, cometas. Não me
interessa ter fotografias muito bonitas. O que pretendo é determinar a
magnitude ou fazer determinadas medições.
Usa o telescópio todas as noites para observar o céu?
Se vivesse no campo utilizava o telescópio todos os dias.
Também é verdade que hoje, com as técnicas que existem, já não é preciso ir
para a rua. Controlo tudo remotamente pelo computador que tenho em casa. De
Inverno ou Verão.
Já descobriu ou participou na descoberta de uma nova
estrela, constelação ou planeta?
Não é que não tenha tentado. Uma das coisas que me interessa
é o estudo das supernovas. As estrelas que explodem nas galáxias e que são do
ponto de vista evolutivo, extremamente interessantes. É por existirem
supernovas que nós existimos. Nós somos poeiras das estrelas, mas também somos
filhos das supernovas porque se não houvesse essas explosões os elementos
fundamentais para a vida não existiam.
É biólogo de profissão e astrónomo amador. Há alguma ligação
entre essas duas áreas?
Para mim a ligação é a fotografia. Adoro fotografar. Faço
fotografia tanto para o trabalho de investigação na biologia como na
astronomia. Muitas das técnicas que se utilizam em processamento digital de imagem,
usam-se tanto com microscópio como com telescópio.
Descobriu a astronomia primeiro que a biologia ou foi ao
contrário?
Descobri a astronomia muito cedo. O meu pai, que era médico,
sempre se interessou por astronomia. Comprava muitos livros sobre astronomia.
Eu devia ter uns 12, 13 anos quando ele comprou um telescópio. A partir dessa
altura comecei a descobrir o mundo da astronomia através do telescópio e nunca
mais parei. Mas foi sempre um hobbie.
Mas não é um hobbie qualquer?!
Sou astrónomo amador e faço tudo por carolice, por prazer. O
que me interessa mais fotografar são galáxias, supernovas, o sol. É o que tenho
feito nos últimos tempos. Isso é que tem interesse científico e muitos desses
dados podem, e devem ser divulgados para serem trabalhados por astrónomos
profissionais. Quando os astrónomos amadores possuem equipamentos sofisticados,
como é o meu caso, os profissionais já nos solicitam observações. Isso é que me
dá gozo, participar em projetos de cooperação entre profissionais e amadores.
Algumas das minhas fotografias podem ser interessantes do ponto de vista
científico.
Consegue ver com os seus equipamentos a lixeira,
nomeadamente de satélites, que o homem colocou no espaço nos últimos anos?
Não há praticamente nenhuma vez que não apanhe um satélite
nas fotografias que faço. Mas nunca vi nenhum Óvni [Objeto Voador Não
Identificado]. Nunca vi nada que não se possa explicar.
Acredita na existência de extraterrestres?
Acredito que, de certeza, existe vida no Universo. Falar em Óvnis
é que não faz qualquer sentido. É falta de cultura científica. Se me puserem um
Óvni no laboratório eu acredito. (risos)
A lixeira que vê no espaço é mais ou menos impressionante
que a lixeira que o homem depositou no fundo dos oceanos?
No fundo dos oceanos é bem pior. A lixeira que existe no
espaço resume-se a satélites, restos de instrumentos que foram enviados para
fora da atmosfera. No fundo dos oceanos é um problema gravíssimo que não sei
como se vai resolver. Se juntarmos a isso a questão das mudanças climáticas
globais e o aumento gradual da temperatura, a situação é mesmo muito grave.
Ainda há lugares limpos nos oceanos?
Por incrível que possa parecer ainda há alguns locais onde
mergulho a muitos anos, que são completamente virgens e é um espetáculo
fantástico estar em contato com a natureza naquele estado tão puro.
“Todos os cálculos feitos pelos astrólogos estão
completamente errados”
Os astrólogos baseiam-se na teoria de que os astros
influenciam os nossos comportamentos. Isso tem alguma sustentação científica?
Todos os cálculos feitos pelos astrólogos estão
completamente errados. Por exemplo, eu nasci a 24 de Dezembro, sou do signo
Capricórnio. Se for a um dos programas de computador onde os astrólogos fazem o
Mapa Astral e verificar onde estava o sol na hora e dia em que eu nasci não
está no signo de Capricórnio. Os astrólogos não entram em consideração com uma
coisa que se chama “precessão dos equinócios”. São contas feitas de há dois mil
anos para cá e está tudo errado. A pessoa que me ajudou a nascer teve maior
influência na minha vida do que Marte ou Vénus juntos.
Acredita que se tivesse nascido noutro dia ou no mesmo dia
com uma hora de diferença, seria outra pessoa?
Isso não faz qualquer sentido. É verdade que existem pessoas
extremamente inteligentes como o Fernando Pessoa, por exemplo, que fez vários
mapas astrais, e acreditava na astrologia. Uma pessoa que tenha a mínima
formação científica não pode acreditar nessas coisas. Existe a influência de
alguns fenómenos, como a lua nas marés ou o clima, agora os astros determinarem
a vida de cada pessoa é uma crendice. Tenho um ódio de estimação pela
astrologia, como se nota. (risos)
Acredita em Deus?
Não. A melhor maneira de ser ateu é andar num colégio de
padres (Pedro Ré frequentou durante algum tempo o Colégio Marista de
Carcavelos). (risos) Não acredito nas divindades nem na predestinação.
Os seus namoros foram sempre ao luar e a ver as estrelas?
Quase sempre. Também tem que se escolherem as pessoas que
gostam destas coisas da biologia e astronomia como eu.
Os seus filmes e livros preferidos são do género da Guerra
das Estrelas, Guerra dos Mundos, Alien...?
Reconheço que devia ter lido mais escritores clássicos. Li alguns,
mas não foram muitos. Grande parte das revistas ou livros que leio é tudo
coisas técnicas. O meu filme favorito é o Gladiador, por causa dos aspectos
históricos.
Como classifica alguém que consegue exercer a sua profissão
apenas das nove às cinco e meia, de segunda a sexta-feira, desligando-se
totalmente dela durante o resto do tempo?
Há aquele célebre provérbio chinês que diz “arranja uma
ocupação de que gostes e não trabalharás um único dia da tua vida”. Sou um
privilegiado porque faço aquilo que gosto. Compreendo que, para quem trabalhe
contrariado, o tempo custe muito a passar, mas isso nunca aconteceu comigo. Não
descanso ao dormir. Descanso ao mudar de atividade por isso tenho a biologia no
trabalho e a astronomia em casa.
“Já não precisamos mais estar na lua para saber o que se lá
passa”
Trabalha como professor universitário para sustentar a sua
paixão como astrônomo amador ou os seus trabalhos como astrónomo também lhe
rendem dinheiro?
O meu ordenado é ganho com o trabalho que faço na faculdade,
mas também ganho dinheiro com a astronomia. Publiquei cinco livros de
astronomia que vão dando direitos de autor, embora tenha optado, há pouco
tempo, por prescindir deles. Tenho dedicação exclusiva na faculdade onde
trabalho e para poder ter direito às duas coisas tinha que me instituir como
profissional livre. Decidi abdicar dos direitos de autor.
Com duas atividades tão absorventes como arranja tempo para
a família e os amigos?
É uma questão de organização e costumo dizer que sou
estupidamente organizado, tem que ser. Arranja-se sempre tempo para a família,
embora a família também tenha que entender esta paixão.
As viagens de férias são planeadas a pensar apenas no lazer
ou têm sempre em conta os melhores locais para observar os astros ou fazer
mergulho?
As viagens são sempre planeadas para fazer ou explorações subaquáticas
ou fotografia astronômica. É impensável ir visitar uma cidade. Se gosto de
natureza não me vou ‘enfiar’ numa cidade. Já visitei Paris ou Nova Iorque, mas
não me diz nada. A motivação é estar sempre em contato com a natureza.
Um biólogo para ser bom biólogo tem que ser também
mergulhador?
Não. O mergulho é um desporto. Já mergulho desde 1973. Hoje
existem muito melhores condições para mergulhar. Mergulho também pelas
fotografias. Conseguimos excelentes fotografias do fundo do mar.
Qual é o melhor ponto do mundo para observar o céu?
O deserto de Atacama, no Chile, onde agora está a ser
construído o Observatório de Alma, a cinco mil metros de altitude. São dezenas
de antenas com radiotelescópios que nos vão permitir uma série de coisas. Já
fui lá umas cinco ou seis vezes. Não é barato chegar lá, mas vale muito a pena.
Que opinião tem do Centro de Ciência Viva de Constância?
É um óptimo espaço de divulgação da astronomia para explicar
aos mais novos o Sistema Solar e as Galáxias. É importante ter um espaço destes
fora das grandes cidades. Alguns equipamentos que possuem podem não ter sido os
mais bem escolhidos, mas isso é normal.
Portugal é um palco privilegiado para observar o céu?
Portugal é talvez um dos poucos locais na Europa onde temos
mais noites limpas por ano. Está sempre limpo. As pessoas ficam admiradas por
eu observar o sol e o céu quase todos os dias porque não é habitual. Mas temos
o problema da poluição luminosa que é desregrada.
Poluição luminosa?
A eletricidade é necessária mas a luz é mal direcionada. Há
um gasto brutal de eletricidade que apenas serve para iluminar o céu, que não
precisa ser iluminado. O que interessa iluminar é o chão, mas a maior parte da
luz está apontada para o céu.
Já poderíamos ter colonizado a Lua?
Sempre se disse que iria haver uma base na Lua e o projeto
da estação internacional foi muito interessante, mas tudo isso teve problemas
de financiamento. Com os projetos que agora foram desenvolvidos, com
observações feitas com telescópios espaciais, não é preciso estar ninguém na
Lua.
Também esteve acordado na noite de 20 de Julho de 1969 para
ver as primeiras imagens do astronauta americano Neil Armstrong a pisar a Lua?
Duvidou do que estava a ver?
Lembro-me de ser miúdo e estar em frente à televisão,
entusiasmado, a ver aquilo. As imagens eram horríveis, mas nunca tive dúvidas
de que aquilo estava mesmo a acontecer.
Tem o sonho de ir à Lua? Já pensou participar naquela viagem
à lua organizada pela empresa do patrão da Virgin?
Nunca tal coisa me passou pela cabeça. O meu país não deixou,
como diz uma letra da música do Tim, dos Xutos e Pontapés. (risos). Isso é
muito caro. Mas há uma coisa que gostava de fazer que fosse mergulhar num
submersível que vai muito fundo no Oceano. É a coisa mais próxima de ir numa
nave espacial.
A exploração de Marte entusiasma-o?
Sem dúvida. Nos próximos 20, 30 anos saberemos se existe
vida unicelular e será uma enorme diferença se descobrirmos bactérias ou vírus
em Marte. De certeza que vamos encontrar. Se descobrirmos vida noutros
satélites ou planetas do Sistema Solar vai ser uma enorme revolução.
Astronomia é viciante
Pedro Ré nasceu a 24 de Dezembro de 1956 e licenciou-se em
Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Tirou o
doutoramento em Biologia Marinha na mesma universidade, onde dá aulas há 37
anos. É astrónomo amador e é o presidente da Associação Portuguesa de
Astrónomos Amadores. Desde a década de setenta que está ligado à região de
Santarém onde tem uma casa que utiliza aos fins de semana e nas férias e o seu
observatório astronómico particular. Por toda a sua casa há telescópios. Até na
cozinha. Na sala estão pendurados vários registos fotográficos do espaço. É
através de um computador que controla remotamente os telescópios que tem no
amplo quintal. Considera a astronomia fascinante e viciante.
Diz que o facto de ter estudado sete anos num colégio inglês
[dos três aos dez anos] aprimorou a sua pontualidade. Detesta atrasos. Garante
ser entusiasmante dar aulas para um auditório com cerca de 250 alunos.
Separado, tem uma filha com 25 anos que se está se formando em medicina veterinária e que também gosta de astronomia embora prefira o
mergulho, sendo frequente acompanhar o pai nas aventuras subaquáticas. Resistiu
durante algum tempo à rede social Facebook, mas rendeu-se porque, garante, é
uma ótima ferramenta de trabalho. “É importante porque estamos em contato com
o mundo e para sabermos o que está a acontecer vamos lá. Também há muito ‘lixo’
mas é quase impossível vivermos sem as redes sociais”, explica.
Fonte: O Mirante
ENTREVISTA
O que é que procura no céu?
A minha motivação é a fotografia. No sol está sempre tudo a
mudar enquanto numa galáxia raramente vemos modificações a não ser que tenha
explodido uma estrela, que explodiu muitas vezes antes de existir Homem na
terra e só agora chega cá a luz. É essa janela no tempo que me interessa ver.
Gosto de registar o sol, a lua, planetas, galáxias, supernovas, cometas. Não me
interessa ter fotografias muito bonitas. O que pretendo é determinar a
magnitude ou fazer determinadas medições.
Usa o telescópio todas as noites para observar o céu?
Se vivesse no campo utilizava o telescópio todos os dias.
Também é verdade que hoje, com as técnicas que existem, já não é preciso ir
para a rua. Controlo tudo remotamente pelo computador que tenho em casa. De
Inverno ou Verão.
Já descobriu ou participou na descoberta de uma nova
estrela, constelação ou planeta?
Não é que não tenha tentado. Uma das coisas que me interessa
é o estudo das supernovas. As estrelas que explodem nas galáxias e que são do
ponto de vista evolutivo, extremamente interessantes. É por existirem
supernovas que nós existimos. Nós somos poeiras das estrelas, mas também somos
filhos das supernovas porque se não houvesse essas explosões os elementos
fundamentais para a vida não existiam.
É biólogo de profissão e astrónomo amador. Há alguma ligação
entre essas duas áreas?
Para mim a ligação é a fotografia. Adoro fotografar. Faço
fotografia tanto para o trabalho de investigação na biologia como na
astronomia. Muitas das técnicas que se utilizam em processamento digital de imagem,
usam-se tanto com microscópio como com telescópio.
Descobriu a astronomia primeiro que a biologia ou foi ao
contrário?
Descobri a astronomia muito cedo. O meu pai, que era médico,
sempre se interessou por astronomia. Comprava muitos livros sobre astronomia.
Eu devia ter uns 12, 13 anos quando ele comprou um telescópio. A partir dessa
altura comecei a descobrir o mundo da astronomia através do telescópio e nunca
mais parei. Mas foi sempre um hobbie.
Mas não é um hobbie qualquer?!
Sou astrónomo amador e faço tudo por carolice, por prazer. O
que me interessa mais fotografar são galáxias, supernovas, o sol. É o que tenho
feito nos últimos tempos. Isso é que tem interesse científico e muitos desses
dados podem, e devem ser divulgados para serem trabalhados por astrónomos
profissionais. Quando os astrónomos amadores possuem equipamentos sofisticados,
como é o meu caso, os profissionais já nos solicitam observações. Isso é que me
dá gozo, participar em projetos de cooperação entre profissionais e amadores.
Algumas das minhas fotografias podem ser interessantes do ponto de vista
científico.
Consegue ver com os seus equipamentos a lixeira,
nomeadamente de satélites, que o homem colocou no espaço nos últimos anos?
Não há praticamente nenhuma vez que não apanhe um satélite
nas fotografias que faço. Mas nunca vi nenhum Óvni [Objeto Voador Não
Identificado]. Nunca vi nada que não se possa explicar.
Acredita na existência de extraterrestres?
Acredito que, de certeza, existe vida no Universo. Falar em Óvnis
é que não faz qualquer sentido. É falta de cultura científica. Se me puserem um
Óvni no laboratório eu acredito. (risos)
A lixeira que vê no espaço é mais ou menos impressionante
que a lixeira que o homem depositou no fundo dos oceanos?
No fundo dos oceanos é bem pior. A lixeira que existe no
espaço resume-se a satélites, restos de instrumentos que foram enviados para
fora da atmosfera. No fundo dos oceanos é um problema gravíssimo que não sei
como se vai resolver. Se juntarmos a isso a questão das mudanças climáticas
globais e o aumento gradual da temperatura, a situação é mesmo muito grave.
Ainda há lugares limpos nos oceanos?
Por incrível que possa parecer ainda há alguns locais onde
mergulho a muitos anos, que são completamente virgens e é um espetáculo
fantástico estar em contato com a natureza naquele estado tão puro.
“Todos os cálculos feitos pelos astrólogos estão
completamente errados”
Os astrólogos baseiam-se na teoria de que os astros
influenciam os nossos comportamentos. Isso tem alguma sustentação científica?
Todos os cálculos feitos pelos astrólogos estão
completamente errados. Por exemplo, eu nasci a 24 de Dezembro, sou do signo
Capricórnio. Se for a um dos programas de computador onde os astrólogos fazem o
Mapa Astral e verificar onde estava o sol na hora e dia em que eu nasci não
está no signo de Capricórnio. Os astrólogos não entram em consideração com uma
coisa que se chama “precessão dos equinócios”. São contas feitas de há dois mil
anos para cá e está tudo errado. A pessoa que me ajudou a nascer teve maior
influência na minha vida do que Marte ou Vénus juntos.
Acredita que se tivesse nascido noutro dia ou no mesmo dia
com uma hora de diferença, seria outra pessoa?
Isso não faz qualquer sentido. É verdade que existem pessoas
extremamente inteligentes como o Fernando Pessoa, por exemplo, que fez vários
mapas astrais, e acreditava na astrologia. Uma pessoa que tenha a mínima
formação científica não pode acreditar nessas coisas. Existe a influência de
alguns fenómenos, como a lua nas marés ou o clima, agora os astros determinarem
a vida de cada pessoa é uma crendice. Tenho um ódio de estimação pela
astrologia, como se nota. (risos)
Acredita em Deus?
Não. A melhor maneira de ser ateu é andar num colégio de
padres (Pedro Ré frequentou durante algum tempo o Colégio Marista de
Carcavelos). (risos) Não acredito nas divindades nem na predestinação.
Os seus namoros foram sempre ao luar e a ver as estrelas?
Quase sempre. Também tem que se escolherem as pessoas que
gostam destas coisas da biologia e astronomia como eu.
Os seus filmes e livros preferidos são do género da Guerra
das Estrelas, Guerra dos Mundos, Alien...?
Reconheço que devia ter lido mais escritores clássicos. Li alguns,
mas não foram muitos. Grande parte das revistas ou livros que leio é tudo
coisas técnicas. O meu filme favorito é o Gladiador, por causa dos aspectos
históricos.
Como classifica alguém que consegue exercer a sua profissão
apenas das nove às cinco e meia, de segunda a sexta-feira, desligando-se
totalmente dela durante o resto do tempo?
Há aquele célebre provérbio chinês que diz “arranja uma
ocupação de que gostes e não trabalharás um único dia da tua vida”. Sou um
privilegiado porque faço aquilo que gosto. Compreendo que, para quem trabalhe
contrariado, o tempo custe muito a passar, mas isso nunca aconteceu comigo. Não
descanso ao dormir. Descanso ao mudar de atividade por isso tenho a biologia no
trabalho e a astronomia em casa.
“Já não precisamos mais estar na lua para saber o que se lá
passa”
Trabalha como professor universitário para sustentar a sua
paixão como astrônomo amador ou os seus trabalhos como astrónomo também lhe
rendem dinheiro?
O meu ordenado é ganho com o trabalho que faço na faculdade,
mas também ganho dinheiro com a astronomia. Publiquei cinco livros de
astronomia que vão dando direitos de autor, embora tenha optado, há pouco
tempo, por prescindir deles. Tenho dedicação exclusiva na faculdade onde
trabalho e para poder ter direito às duas coisas tinha que me instituir como
profissional livre. Decidi abdicar dos direitos de autor.
Com duas atividades tão absorventes como arranja tempo para
a família e os amigos?
É uma questão de organização e costumo dizer que sou
estupidamente organizado, tem que ser. Arranja-se sempre tempo para a família,
embora a família também tenha que entender esta paixão.
As viagens de férias são planeadas a pensar apenas no lazer
ou têm sempre em conta os melhores locais para observar os astros ou fazer
mergulho?
As viagens são sempre planeadas para fazer ou explorações subaquáticas
ou fotografia astronômica. É impensável ir visitar uma cidade. Se gosto de
natureza não me vou ‘enfiar’ numa cidade. Já visitei Paris ou Nova Iorque, mas
não me diz nada. A motivação é estar sempre em contato com a natureza.
Um biólogo para ser bom biólogo tem que ser também
mergulhador?
Não. O mergulho é um desporto. Já mergulho desde 1973. Hoje
existem muito melhores condições para mergulhar. Mergulho também pelas
fotografias. Conseguimos excelentes fotografias do fundo do mar.
Qual é o melhor ponto do mundo para observar o céu?
O deserto de Atacama, no Chile, onde agora está a ser
construído o Observatório de Alma, a cinco mil metros de altitude. São dezenas
de antenas com radiotelescópios que nos vão permitir uma série de coisas. Já
fui lá umas cinco ou seis vezes. Não é barato chegar lá, mas vale muito a pena.
Que opinião tem do Centro de Ciência Viva de Constância?
É um óptimo espaço de divulgação da astronomia para explicar
aos mais novos o Sistema Solar e as Galáxias. É importante ter um espaço destes
fora das grandes cidades. Alguns equipamentos que possuem podem não ter sido os
mais bem escolhidos, mas isso é normal.
Portugal é um palco privilegiado para observar o céu?
Portugal é talvez um dos poucos locais na Europa onde temos
mais noites limpas por ano. Está sempre limpo. As pessoas ficam admiradas por
eu observar o sol e o céu quase todos os dias porque não é habitual. Mas temos
o problema da poluição luminosa que é desregrada.
Poluição luminosa?
A eletricidade é necessária mas a luz é mal direcionada. Há
um gasto brutal de eletricidade que apenas serve para iluminar o céu, que não
precisa ser iluminado. O que interessa iluminar é o chão, mas a maior parte da
luz está apontada para o céu.
Já poderíamos ter colonizado a Lua?
Sempre se disse que iria haver uma base na Lua e o projeto
da estação internacional foi muito interessante, mas tudo isso teve problemas
de financiamento. Com os projetos que agora foram desenvolvidos, com
observações feitas com telescópios espaciais, não é preciso estar ninguém na
Lua.
Também esteve acordado na noite de 20 de Julho de 1969 para
ver as primeiras imagens do astronauta americano Neil Armstrong a pisar a Lua?
Duvidou do que estava a ver?
Lembro-me de ser miúdo e estar em frente à televisão,
entusiasmado, a ver aquilo. As imagens eram horríveis, mas nunca tive dúvidas
de que aquilo estava mesmo a acontecer.
Tem o sonho de ir à Lua? Já pensou participar naquela viagem
à lua organizada pela empresa do patrão da Virgin?
Nunca tal coisa me passou pela cabeça. O meu país não deixou,
como diz uma letra da música do Tim, dos Xutos e Pontapés. (risos). Isso é
muito caro. Mas há uma coisa que gostava de fazer que fosse mergulhar num
submersível que vai muito fundo no Oceano. É a coisa mais próxima de ir numa
nave espacial.
A exploração de Marte entusiasma-o?
Sem dúvida. Nos próximos 20, 30 anos saberemos se existe
vida unicelular e será uma enorme diferença se descobrirmos bactérias ou vírus
em Marte. De certeza que vamos encontrar. Se descobrirmos vida noutros
satélites ou planetas do Sistema Solar vai ser uma enorme revolução.
Astronomia é viciante
Pedro Ré nasceu a 24 de Dezembro de 1956 e licenciou-se em
Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Tirou o
doutoramento em Biologia Marinha na mesma universidade, onde dá aulas há 37
anos. É astrónomo amador e é o presidente da Associação Portuguesa de
Astrónomos Amadores. Desde a década de setenta que está ligado à região de
Santarém onde tem uma casa que utiliza aos fins de semana e nas férias e o seu
observatório astronómico particular. Por toda a sua casa há telescópios. Até na
cozinha. Na sala estão pendurados vários registos fotográficos do espaço. É
através de um computador que controla remotamente os telescópios que tem no
amplo quintal. Considera a astronomia fascinante e viciante.
Diz que o facto de ter estudado sete anos num colégio inglês
[dos três aos dez anos] aprimorou a sua pontualidade. Detesta atrasos. Garante
ser entusiasmante dar aulas para um auditório com cerca de 250 alunos.
Separado, tem uma filha com 25 anos que se está se formando em medicina veterinária e que também gosta de astronomia embora prefira o
mergulho, sendo frequente acompanhar o pai nas aventuras subaquáticas. Resistiu
durante algum tempo à rede social Facebook, mas rendeu-se porque, garante, é
uma ótima ferramenta de trabalho. “É importante porque estamos em contato com
o mundo e para sabermos o que está a acontecer vamos lá. Também há muito ‘lixo’
mas é quase impossível vivermos sem as redes sociais”, explica.
Fonte: O Mirante
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